PF sequestra patrimônio de investigados por lavagem de dinheiro na PB, com carros, fazendas, joias e obras de arte; entenda
Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba Geraldo Jerônimo/TV Paraíba A Polícia Federal sequestrou carros, apartamentos, fazendas, boi...
Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba Geraldo Jerônimo/TV Paraíba A Polícia Federal sequestrou carros, apartamentos, fazendas, bois, cavalos, obras de arte, relógios, joias e dinheiro em contas bancárias durante a segunda fase da Operação Arena, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária e financeira na Paraíba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo a PF, o sequestro dos bens ainda está em andamento, e o patrimônio atingido pela medida continua sendo avaliado. Por isso, ainda não é possível informar o valor total dos bens sequestrados. No âmbito da operação, a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a soltura de Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas esportivas PixBet, mediante pagamento de fiança. O empresário havia sido preso em 17 de setembro, em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, durante a segunda fase da investigação. A corporação informou que, entre os bens sequestrados, estão: bens móveis, como carros; imóveis, como apartamentos e fazendas; semoventes, como bois e cavalos; obras de arte; relógios e joias; dinheiro mantido em contas bancárias. Agora no g1 Em resposta aos questionamentos do g1, a Polícia Federal informou que os valores das apreensões ainda estão sendo contabilizados. “Bens ainda estão sendo avaliados, ou seja, não há como indicar um valor”, informou a corporação. A PF também foi questionada sobre a eventual identificação, nesta segunda fase, de novas empresas, contas ou pessoas que não haviam aparecido na primeira etapa da investigação. A corporação informou que as diligências ainda estão em andamento. 🔎 O que significa sequestro de bens? O sequestro de bens é uma medida judicial que impede que um patrimônio seja vendido, transferido ou ocultado enquanto a Justiça apura se ele tem relação com os crimes investigados. A medida pode atingir imóveis, veículos, dinheiro e outros bens. O sequestro não significa que os bens foram definitivamente confiscados nem que os investigados foram condenados. A destinação do patrimônio será definida posteriormente pela Justiça, conforme o andamento do processo. Sócio da PixBet é preso na segunda fase da Operação Arena Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio proprietário da empresa de apostas esportivas PixBet Reprodução/Instagram A medida faz parte da segunda fase da Operação Arena, deflagrada em 17 de setembro. Nesta etapa, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Campina Grande e João Pessoa, além do sequestro de bens. Um dos alvos da segunda fase é Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet. Ele foi preso preventivamente e localizado em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo a investigação, Diomar é operador e beneficiário direto. O mandado de prisão contra ele havia sido expedido para ser cumprido em Campina Grande, mas ele foi encontrado em Jacumã. A Polícia Federal também cumpriu um mandado contra Ernildo Júnior, proprietário da PixBet. Ele já havia sido abordado na primeira fase da Operação Arena, em agosto, quando teve um carro e um celular apreendidos em Campina Grande. O g1 entrou em contato com a defesa da PixBet e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno. Primeira fase da Operação Arena A Operação Arena foi deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal em agosto para investigar um grupo suspeito de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas. Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens. Segundo a Polícia Federal, recursos provenientes das apostas eram enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao. O dinheiro depois retornava ao Brasil como pagamento por serviços que, segundo a investigação, não haviam sido realizados. Ainda de acordo com a investigação, a empresa emitia notas fiscais por serviços que não teriam sido realizados. Com isso, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados no exterior, aparentando ter origem legal. Na Paraíba, a sede da Pixbet, em Campina Grande, foi alvo da operação. A empresa é investigada no caso. A primeira fase também teve como alvo o advogado Nelson Wilians, em São Paulo. A defesa dele afirmou que a relação entre o escritório e a Pixbet era estritamente profissional e decorrente da prestação de serviços de advocacia. A defesa da Pixbet afirmou, na época, que não havia tido acesso à decisão que autorizou a operação e que foi pega de surpresa. A empresa disse que se manifestaria após analisar o documento. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba