TRE marca novas eleições em Martinópolis e Narandiba após cassação de mandatos
Prefeitura de Martinópolis (SP) Reprodução/Google Maps O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) definiu, durante sessão de julgamento realizada ...
Prefeitura de Martinópolis (SP) Reprodução/Google Maps O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) definiu, durante sessão de julgamento realizada nesta quinta-feira (30), a data das novas eleições municipais em Martinópolis (SP) e Narandiba (SP). Os eleitores das duas cidades voltarão às urnas no dia 25 de outubro para escolher os novos prefeitos e vice-prefeito. Isso porque a Justiça Eleitoral manteve a cassação dos mandatos do prefeito de Martinópolis, Valdeci Soares dos Santos Filho, o “Soró” (Republicanos), e do vice-prefeito Marcos Rogério Matarazo (Podemos). 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp No caso de Narandiba (SP), o prefeito Danillo Carvalho dos Santos (Republicanos) teve o mandato cassado por compra de votos nas eleições em 2024, conforme decisão divulgada pelo TRE em 14 de novembro de 2025. Situação em Martinópólis Ambos os políticos de Martinópolis já estavam afastados do cargo desde 15 de junho, após a Justiça Eleitoral ter rejeitado os recursos apresentados pela defesa. Eles são investigados por suposto abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral. Desde 17 de junho, o presidente da Câmara Municipal de Martinópolis, Gabriel Valões Santos (MDB), assumiu temporariamente o cargo de prefeito, em cumprimento à decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Em nota, a defesa de Valdecir Soares dos Santos Filho informou que respeitou e recebeu com serenidade a decisão judicial, mas reitera que estão adotando todas as providências junto ao Tribunal Superior Eleitoral visando reformar essa decisão. O atual prefeito de Martinópolis, Gabriel Valões Santos, informou que a prefeitura ainda não foi comunicada oficialmente sobre a nova eleição. Justiça Eleitoral determina afastamento do prefeito e do vice de Martinópolis Em Martinópolis, a ação foi movida pelo partido União Brasil, que acusou os então candidatos de utilizarem a máquina pública em benefício das campanhas. Inicialmente, ainda em 1ª instância, a Justiça Eleitoral havia julgado a ação improcedente, ou seja, sem reconhecer irregularidades. Na decisão, a juíza entendeu que não havia provas suficientes de abuso de poder e que as medidas adotadas pela administração municipal seguiam trâmites legais. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra a punição. Após a sentença, o partido autor apresentou embargos de declaração, alegando omissões e contradições na decisão. No entanto, os pedidos foram rejeitados, e a sentença foi mantida integralmente. No entanto, por meio de recurso, o caso foi levado ao TRE-SP. Ao reanalisar o processo, o tribunal decidiu reformar a sentença de primeira instância e aplicar as sanções, incluindo a cassação dos mandatos e a inelegibilidade do prefeito. Como a chapa majoritária é única, a cassação atingiu tanto o prefeito quanto o vice, mesmo com a inelegibilidade sendo aplicada apenas ao chefe do Executivo. Com a decisão, a Justiça Eleitoral determinou a realização de novas eleições em Martinópolis, conforme prevê o Código Eleitoral. Prefeito de Martinópolis, Valdeci Soares dos Santos Filho, o Soró, e o vice-prefeito Marcos Rogério Matarazo Reprodução/Redes Sociais Relembre o caso em Narandiba O prefeito eleito de Narandiba (SP), Danillo Carvalho dos Santos (Republicanos), teve o mandato cassado por compra de votos nas eleições em 2024, conforme decisão divulgada pelo TRE em 14 de novembro de 2025. Desde 17 de julho deste ano, o presidente da Câmara Municipal, Pedro de Barros (PRD), assumiu o cargo de prefeito em Narandiba, após a cassação de Danillo. Na época da decisão, em novembro do ano passado, o TRE informou que, além da cassação do diploma, o prefeito também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 5 mil. A vice-prefeita eleita, Joana Rita Ribas Branco (MDB), que também havia sido condenada na decisão de primeira instância, morreu em 24 de agosto, aos 47 anos, vítima de câncer. A ação que tratava de sua cassação continuou tramitando por envolver outros investigados e fundamentos jurídicos. Segundo a ação, a compra de votos ocorreu por meio de pagamentos via Pix e doações de materiais de construção. Testemunhas relataram que o irmão da vice-prefeita abordava eleitores prometendo valores. A quebra de sigilo bancário indicou que Danillo e sua esposa, Flávia Pereira dos Santos, eram os responsáveis pelos pagamentos, que variavam entre R$ 300 e R$ 5 mil por voto. O relator do processo, juiz Cláudio Langroiva, afirmou em seu voto que as provas, depoimentos, comprovantes de transações bancárias e extratos obtidos com a quebra de sigilo, demonstram o fluxo de dinheiro destinado à compra de votos. O g1 e a TV TEM também pediram nota de posicionamento à defesa dos envolvidos, mas não obtiveram retorno até a publicação desta reportagem. Em nota, a Prefeitura Municipal de Narandiba informou que confia plenamente nas instâncias da Justiça, aguardando com serenidade e respeito o desfecho do processo judicial, incluindo os aspectos eleitorais e seus demais desdobramentos. O Executivo reforçou à população que todas as atividades administrativas do município e a prestação dos serviços públicos essenciais continuam acontecendo normalmente, sem qualquer tipo de interrupção ou prejuízo ao atendimento dos cidadãos durante este período. Vice-prefeita eleita Joana Ribas (MDB) e Danillo Carvalho (Republicamos) Cedida Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM d